9h40! Mais uma aula. Desta vez com uma turma de 8º ano. Finalmente estava numa turma em que existia alguém irrequieto e que estava pouco interessado naquilo que eu estava a dizer…agora sim! Parecia que estava no meio dos nossos meninos, em que há sempre um aluno ou outro que gosta de conversar, de destabilizarJ. Mostrei as fotos da escola, melhor dizendo, das “escolas”: a que tínhamos antes, a que temos agora e a planta de como será no futuro. Mostrei também um PowerPoint sobre as Marinhas do Sal e o mapa de Portugal para mostrar a localização de Rio Maior. Falei sobre a população, a gastronomia, os alunos, etc… e enquanto isso a professora fazia um esforço hercúleo para que os três alunos irrequietos se acalmassem… Finda esta tarefa, voltei à sala de professores, vesti o casaco e lá fui eu a correr para a Ivalon lukio, que fica mesmo ao lado. Uns escassos 200 metros não deu para molhar muito, porque estava a cair uma chuva miudinha…da neve já não havia qualquer vestígioL. Os próprios Finlandeses sentem falta da neve.
Acompanhei a colega Ulla K. (é outra colega também chamada Ulla, que é professora de Inglês) para a sala. Durante o percurso ela explicou-me que era um “curso” de oralidade porque os alunos têm de estar preparados para os exames orais. Então explicou-me que os exames de língua estrangeira são compostos por duas partes, a parte escrita que é resolvida das 9h até, pelo menos, às 12h, podendo prolongar-se até às 15h e a parte oral que decorre num dia diferente, das 8h45 até às 9h45. Enquanto os 11 alunos estavam individualmente a fazer pesquisas nos computadores, a colega Ulla K. entregou-me vários enunciados dos exames escritos e orais para eu observar. Uma vez que o tema que os alunos estavam a tratar era “Local news” para amanhã fazerem a apresentação oral, um grupo entrevistou-me. Bem, tornei-me notícia localJ
A última aula que observei tinha só três alunos que iam fazer o mesmo trabalho proposto para os alunos da aula anterior. Devido ao meu interesse na questão da avaliação oral, a colega sugeriu que eu fizesse a experiência de “resolver” o teste oral. Assim sendo levou-me à sala de aula onde ela normalmente lecciona todas as aulas. Abriu a porta de um móvel e tirou uns auscultadores sem fio, colocou o cd e então lá estive eu a resolver os exercícios…enquanto isso ia pensado: “ Dá para perceber perfeitamente porque os alunos não têm vergonha de falar línguas…têm todos os instrumentos para praticar, para ouvir os textos …Os nossos alunos ouvem os textos num leitor portátil de cds…os colegas finlandeses têm auscultadores para cada aluno na sala de aula…também lá chegaremos, certamente!”
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| Às 16h |
Quando saí da escola estavam a cair floquinhos de neve, mas estes desapareciam imediatamente pois a temperatura não estava suficientemente fria para a neve, estava +1º. Às 15 horas, quando os alunos terminam as aulas, já está a ficar escuro. Às 16 horas está noite cerrada!
O programa de amanhã:
8h00-8h45 ENA8.2 (English, 3rd year students)
8h45-9h30 RAA2.1 (French, 1st year students)
10h35-11h20 RA 9ABC (French,9th grade)
11h20-11h45 Lunch
11h45-13h25 ENA8.1 (English, 3rd year students)
11h30-14h15 EN 9 C (English, 9th grade)
P.s.: Amanhã coloco o post com as informações coes sobre o ensino.

“ Dá para perceber perfeitamente porque os alunos não têm vergonha de falar línguas…têm todos os instrumentos para praticar, para ouvir os textos …Os nossos alunos ouvem os textos num leitor portátil de cds…os colegas finlandeses têm auscultadores para cada aluno na sala de aula…também lá chegaremos, certamente!”
ResponderEliminarDigamos que pensaste bem,e acima de tudo com muita Fé! Talvez um dia...
Claro que não os quiseste melindrar e amachucar, dando-lhes conta da inaudita ferramenta nacional que dá pelo nome de "Magalhães". Fizeste bem.
Que sente um profesor português ao contactar com um ensino e alunos tão diferentes??? Correndo o risco de me repetir... Excelente trabalho. Prendeste-me a Ivalo e aos Filandeses.
ResponderEliminarBjs
Eis realmente um modo ideal para se realizar um bom processo de ensino e aprendizagem. Lá diz o ditado alemão "Ohne Schuster macht man keine Schuhe". São essas pequenas coisas que fazem a diferença entre o ensino finlandês e o dos outros países como sabemos. Precisamos de ter os ovos para fazermos omoletas!
ResponderEliminarSó achei exagerado o tempo dedicado aos exames escritos! Não vejo essa necessidade.
Bjs e continuação de bom sucesso no teu maravilhoso trabalho!