A viagem até Inari dura cerca de 25 minutos e durante o trajeto a conversa com a Ulla fluiu naturalmente. A atenção redobrada à estrada é um imperativo dos habitantes desta zona, visto que as renas se encontram a pastar à beira da estrada, muito próximo da zona de circulação. Desta conversa saliento a forma de tratamento entre professores e alunos na Finlândia: tratam-se pelo primeiro nome e por tu. A conversa girou em torno deste tema, e foram estabelecidas as devidas comparações entre os dois países…
No Instituto fomos recebidas pela diretora Lisa, que gentilmente nos fez uma visita pormenorizada. Neste Instituto fazem formação na área do artesanato e trabalham quase que exclusivamente com materiais provenientes das renas, animais intimamente ligados à vida dos vários povos Sami. Para além do artesanato também estão a decorrer cursos de língua e cultura Sami e há um setor de animação na área da informática que produz pequenos filmes com renas, os quais são vendidos a cadeias de televisão.
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| Bota Sami |
Para a produção de artesanato aproveitam todas as partes das renas: as hastes para facas, incrustações em vários objetos e adornos, a pele com o pelo é usada para botas e acessórios, a pele sem pelo é usada para botas, acessórios, dos ossos também se fazem vários adornos. A madeira da zona, em especial o pinheiro, é usada para produzir objetos e o ouro e prata são trabalhados para produzir joalharia. Todos estes produtos são trabalhados de acordo com as técnicas tradicionais Sami, preservadas ao longo de centenas e centenas de anos. Visitei todos os setores incluindo o do curtume, que tem um cheiro muito forte…como diriam os nossos alunos: “ Que smell !!!!”
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| Colher de madeira para beber café |
Após a visita passámos à pausa para o café e bolo de canela. Durante esta pausa a Lisa explicou-me como funciona este sistema e mostrou-me alguns trabalhos dos alunos, equivalentes às PAPs dos nossos alunos dos cursos profissionais. Desta visita pude concluir que nem neste tipo de ensino, o profissional/vocacional, estamos próximos: precisamos de ser mais flexíveis, ter mais horas de formação em contexto de trabalho e valorizar a vontade de fazer formações, de aumentar a carteira de competências, passando por uma desburocratização do sistema. Um exemplo simples: há alunos que conciliam a frequência dos dois tipos de ensino: o regular e o vocacional. O reconhecimento das competências dos adultos é feito através da produção de determinado produto que o adulto diz saber fazer e um suporte escrito a acompanhar, mas este suporte é feito com a ajuda dos professores. A educação para adultos é a partir dos 16 anos.
Bem, com este constatar de que “ é mais aquilo que nos separa do que aquilo que nos une” termino, deixando o meu programa para amanhã:
8h00-8h45 RAB3.7 (French, 3rd year students)
8h45-9h30 RAA2.1 (French, 2nd year students)
11h20-11h45 Lunch
12h40-13h25 Presentation of Ivalon yläasteen koulu
13h30-14h15 EN 9B (English, 9th grade)
16h00-17h30 French (evening classes)
18h00-19h30 Spanish (evening classes)



"Desta conversa saliento a forma de tratamento entre professores e alunos na Finlândia: tratam-se pelo primeiro nome e por tu".
ResponderEliminarDe facto, pode aproximar as mais as pessoas. É notória e visível por cá, a proximidade entre um certo Ministro e a população!
Os nossos jovens não estão preparados para esta forma de tratamento...
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