Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Falando da Finlândia…


Vamos então falar das informações que eu tenho recolhido:

-Os preços são realmente bem mais elevados do que em Portugal. Aqui ficam alguns exemplos: café expresso (bica) 2€, chocolate quente 2€, uma refeição média num restaurante fica em cerca de 25€ sem sobremesa, uma cerveja (0,5 l) 5€, 16 cl de vinho Lancer’s (Português!!!) 5,70€. O iva nas refeições nos restaurantes é a 13% e nos mesmos restaurantes as bebidas alcoólicas têm o iva a 23%. As gasolinas apresentam preços semelhantes aos de Portugal: de 95 octanas 1,604€, de 98  1,704€ e o gasóleo a 1,389€ e os combustíveis apresentam um iva de 23%. Amanhã irei ao supermercado e observarei mais preços.
- Salários dos professores: estes são diferentes, de acordo com o nível que estão a lecionar. Há um salário base para cada nível de ensino (primário, básico, vocacional e secundário) e depois a todos os salários iniciais acrescenta-se uma percentagem ao fim de um determinado número de anos de serviço. Por exemplo: um professor primário começa com 2439,35€ no 1º ano de trabalho, aos 5 anos de serviço tem um aumento de 6%, aos 8 anos um aumento de 5%, aos 10 anos um aumento de 10%, aos 15 de 4% e o último aumento será de 6% aos 20 anos de tempo de serviço. Estes aumentos não estão sujeitos a qualquer avaliação do trabalho do professor. Quem até 1994 veio trabalhar para a zona da Lapónia tem uma compensação de  20% sobre o ordenado para compensar as “northern conditions”. Esta compensação foi abolida em 1995 e quem a tinha ainda a mantém.
- A reforma é entre os 63 e os 68 anos de idade.
-As horas que cada professor lecciona: 24h no ensino primário; 18 nos restantes níveis de ensino. Os professores não precisam de ficar mais tempo na escola além das horas que lecionam, se tiverem mais horas no horário do que o referido montante, terão de receber horas extraordinárias. A questão da OPA (substituição) é resolvida de forma pacífica: se se sabe que se tem de faltar, fala-se com algum colega para fazer o serviço, se ficar doente telefona-se ao diretor que pede a algum colega que fique com aqueles alunos a fazer qualquer atividade. Não nos podemaos esquecer que esta é uma escola pequena (tem 108) alunos e 8 professores efetivos nesta escola, os restantes pertencem à escola ao lado, “Ivalon yläasteen koulu”.
-Há um aspeto importantíssimo que não podemos esquecer: as escolas pertencem ao município e tudo ou quase tudo é definido pelo município, incluindo o número de alunos por turma. O município aceita que as escolas funcionem com um número reduzido de alunos e portanto têm “cursos” (disciplinas ) a funcionarem com 3 alunos…
-O povo do norte da Finlândia é extremamente afável e caloroso. São muitos simpáticos e prestáveis e gostam de receber bem as visitas. Talvez por viverem tão isolados dêem tanto valor ao contacto humano. Uma agradável surpresa… contava com simpatia mas não com tanta afabilidade e abertura J.

O programa de amanhã é muito simples e leve:

9h00 Presentation of Ivalon ala-asteen koulu
        (Primary school)
11h20-11h45 Lunch

Amanhã tenho a tarde livre e assim poderei visitar mais qualquer coisa, como por exemplo Reindeer Farm onde posso ver renas, tirar fotos com elas e também aprender mais sobre a cultura Sami, que é verdadeiramente fascinanteJ.

Finalmente parece que a neve veio para ficar...

A neve :) 
Yes! Yes! A neve regressou acompanhada de temperaturas mais baixas… - 2 graus,  - 4 graus J. A mudança de roupagem desta paisagem é fascinante! Pelo facto de termos o chão, as casas e as árvores cobertas de branco aumentou bastante a claridade. A natureza é fantástica! Compensa a falta de claridade causada pela ausência do sol com a brancura da neve.

E lá cheguei eu à escola às 7h50 da manhã (5h50 em Portugal) com o chão coberto com uma camada fina de neve em cima do gelo…é perigoso, de acordo com os finlandeses. Na primeira aula apresentei o mapa de Portugal, depois o de Rio Maior, as Marinhas do Sal e finalmente a Escola. Estas apresentações foram sempre acompanhadas de explicações, de curiosidades, de informações. Os alunos também colocaram questões. A questão das obras da nossa escola é sempre difícil de explicar, especialmente quando, por exemplo, um aluno italiano que está aqui a estudar durante um ano me questionou sobre que problema é que a escola tinha para terem deitado a baixo uma parte…e terminou afirmando: “For me it was a very nice school. The roof of my school in Italy fell down and we are still there”. Pois...
Na aula de Francês estive a observar a aula e a analisar alguns manuais, dedicando especial atenção à tipologia dos exercícios que são apresentados nos manuais. Durante um intervalo que tinha no programa fui convidada a participar numa aula de Matemática. Pediram-me para escrever em Português os números até 10 e para dizer o nome de algumas figuras geométricas. Também se revelaram alunos muito interessados e participativos e colocaram questões interessantes relacionadas com trabalhos de casa, tempo dedicado a essa tarefa, etc. Na aula de Francês, logo a seguir, fui entrevistada para que os alunos praticassem os pronomes interrogativos. Foi bastante interessante e elucidativo para ambas as partes: até aos 18 anos não podem beber, fumar, ir a um bar ou tirar a carta de condução. Dedicam o tempo livre ao computador e à prática desportiva, em especial ao hóquei de gelo. Atividades semelhantes às dos nossos alunos. Bem, vou jantar e daqui a pouco coloco o post com informações. AtéJ 

Renas, às 15h15

Os lagos a gelarem,  às 15h



Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

Da neve... nem sinal!

 
9h40! Mais uma aula. Desta vez com uma turma de 8º  ano. Finalmente estava  numa turma em que existia alguém irrequieto e que estava pouco interessado naquilo que eu estava a dizer…agora sim! Parecia que estava no meio dos nossos meninos, em que há sempre um aluno ou outro que gosta de conversar, de destabilizarJ. Mostrei as fotos da escola, melhor dizendo, das “escolas”: a que tínhamos antes, a que temos agora e a planta de como será no futuro. Mostrei também um PowerPoint sobre as Marinhas do Sal e o mapa de Portugal para mostrar a localização de Rio Maior. Falei sobre a população, a gastronomia, os alunos, etc… e enquanto isso a professora fazia um esforço hercúleo para que os três alunos irrequietos se acalmassem… Finda esta tarefa, voltei à sala de professores, vesti o casaco e lá fui eu a correr para a Ivalon lukio, que fica mesmo ao lado. Uns escassos 200 metros não deu para molhar muito, porque estava a cair uma chuva miudinha…da neve já não havia qualquer vestígioL. Os próprios Finlandeses sentem falta da neve.
Acompanhei a colega Ulla K. (é outra colega também chamada Ulla, que é professora de Inglês) para a sala. Durante o percurso ela explicou-me que era um “curso” de oralidade porque os alunos têm de estar preparados para os exames orais. Então explicou-me que os exames de língua estrangeira são compostos por duas partes, a parte escrita que é resolvida das 9h até, pelo menos, às 12h, podendo prolongar-se até às 15h e a parte oral que decorre num dia diferente, das 8h45 até às 9h45. Enquanto os 11 alunos estavam individualmente a fazer pesquisas nos computadores, a colega Ulla K. entregou-me vários enunciados dos exames escritos e orais para eu observar. Uma vez que o tema que os alunos estavam a tratar era “Local news” para amanhã fazerem a apresentação oral, um grupo entrevistou-me. Bem, tornei-me notícia localJ
A última aula que observei tinha só três alunos que iam fazer o mesmo trabalho proposto para os alunos da aula anterior. Devido ao meu interesse na questão da avaliação oral, a colega sugeriu que eu fizesse a experiência de “resolver” o teste oral. Assim sendo levou-me à sala de aula onde ela normalmente lecciona todas as aulas. Abriu a porta de um móvel e tirou uns auscultadores sem fio, colocou o cd e então lá estive eu a resolver os exercícios…enquanto isso ia pensado: “ Dá para perceber perfeitamente porque os alunos não têm vergonha de falar línguas…têm todos os instrumentos para praticar, para ouvir os textos …Os nossos alunos ouvem os textos num leitor portátil de cds…os colegas finlandeses têm auscultadores para cada aluno na sala de aula…também lá chegaremos, certamente!
 
Às 16h

Quando saí da escola estavam a cair floquinhos de neve, mas estes desapareciam imediatamente pois a temperatura não estava suficientemente fria para a neve, estava +1º. Às 15 horas, quando os alunos terminam as aulas, já está a ficar escuro. Às 16 horas está noite cerrada! 




 O programa de amanhã:
8h00-8h45             ENA8.2 (English, 3rd year  students)
8h45-9h30             RAA2.1 (French, 1st  year students)
10h35-11h20         RA 9ABC (French,9th grade)
11h20-11h45         Lunch
11h45-13h25         ENA8.1 (English, 3rd year students)
11h30-14h15         EN 9 C (English, 9th grade)

P.s.:  Amanhã coloco o post com as informações coes sobre o ensino. 

Terça-feira, 1 de Novembro de 2011

Visita a "Ivalon yläasteen koulu”,

Cheguei à escola a tempo para o almoço, que era composto por peixe, beterraba, queijo fresco, batatas cozidas com a pele, pão, manteiga e um copo de leite. Leite é uma das bebidas sempre presentes às refeições. A viagem de regresso para a escola foi um tanto atribulada… o chão estava cheio de gelo, eu tentava pisar o chão de forma firme para não escorregar e lá estava eu concentrada nesta tarefa quando mesmo à minha frente me saltou um esquilo que decidiu atravessar a estrada naquele preciso momento. Com o susto desequilibrei-me…parecia que tinha andado a provar Lakka logo pela manhãJ. Abanei, abanei… mas não caí…Yesss!!!   

Bonecas Sami

Terminado o almoço, e como não tinha qualquer atividade, a colega Ulla perguntou-me se queria assistir à sua aula com a mesma turma do dia anterior. Aceitei! O objetivo é mesmo esse: observar o máximo neste tão curto espaço de tempo. Como a aula tratava exclusivamente o conteúdo “Relative Pronouns”, fui tomando nota das diferentes tipologias usadas nos exercícios.
Lab de Línguas

Às 13h30 fomos a “Ivalon yläasteen koulu”, que é uma escola de ensino básico, até ao 9º ano (15 anos de idade). Esta escola está situada mesmo ao lado da “Ivalon lukio”. Fomos recebidas pela sua diretora que gentilmente me mostrou todas as instalações. Saliento dois aspectos: um laboratório de línguas e uma montra com bonecas vestidas com roupas Sami, objetos obrigatórios em todas as escolas da zona  Sami.

Bonecas Sami
Entrei na sala da turma EN 9B e reparei que a sala estava mais cheia do que habitualmente. Esta turma deve ter cerca de 20 alunos, que é o número máximo permitido. Após a minha apresentação pessoal, mostrei o filme promocional de Portugal. Fiz alguns esclarecimentos e de seguida apresentei o filme da turma A do 10º ano, onde todos os alunos fazem a sua apresentação pessoal. Tendo como ponto de partida este filme, estabelecemos comparações entre os jovens dos dois países, chegando à conclusão que têm os mesmos gostos em termos de passatempos, hobbies. Posteriormente, em conversa com a professora, sugeri que criássemos uma troca de informações culturais e outras, via internet, entre os alunos Portugueses e Finlandeses. Aguardamos as próximas “démarches”.
Enquanto aguardava as “evening classes” pedi alguns esclarecimentos à Ulla sobre vários pormenores que suscitam a nossa curiosidade, relativamente à vida e sistema escolares na Finlândia. Amanhã publicarei um post só com os dados que recolhi.
Evening clases: assisti a uma aula de Francês e outra de Espanhol. Assisti e…participei. Os grupos de alunos nestas aulas são muito heterogéneos: jovens que frequentam a escola durante o dia e frequentam estas disciplinas como actividade complementar, seniores, trabalhadores no activo, até mesmo professores da escola.  Estes dois grupos foram muito participativos, activos e interessados. Colocaram-me questões às quais respondi ajudada pelo professor Marko. Foram aulas bastante interessantes do ponto de vista pedagógico-didáctico e de enriquecimento humano.

Aqui fica programa para amanhã, quando estou a meio da “tarefa”:

9h40-10h35           EN8A (English, 8th grade)
10h35-11h20         ENA8.1 (English,3rd year students)
11h20-11h45         Lunch
11h45-12h30         ENA8.1 (English, 3rd year students)
            13.30-15h00          ENA8.2 (English, 3rd year students)


  Este foi o meu jantar: "Reindeer stew".  
  Guisado de rena, acompanhado de puré de batata, umas bagas de cor vermelha, cornichons e um molho. 


17 

It snowed!!!



No dia 1/11/2011

O dia acordou vestido de brancoJ. Apesar de não ser uma espessa camada de neve, já se consegue começar a imaginar como ficará a paisagem durante os próximos meses.
No dia 31/10/2011


São 10h17 e já assisti a 2 aulas: a primeira tinha 5 alunos e a segunda só 3.Este número reduzido de alunos não é por estarem a faltar às aulas, mas porque não escolheram aquele “course” (disciplina). As aulas foram lecionadas tanto em Francês como em Finlandês. Os alunos tinham o seu manual que seguiam de acordo com o desenrolar da aula. Os livros e todo o material escolar só é grátis para o ensino básico, ou seja, durante os primeiros 9 anos. A partir daí são comprados pelos alunos e, tal como em Portugal, os manuais dos professores são gratuitos.
Em relação aos manuais usados, analisei (dentro das minhas limitações linguísticas…) o manual “Voilá” de Kari Bärlund, Juhani Jokinen, David Mauffret e Eija Raitala: a dimensão e a espessura do manual é proporcional, a capa é simples, grossa mas não rígida e a organização do manual é semelhante aos nossos manuais. Começa com uma introdução em Finlandês, segue-se uma grelha com os conteúdos que também estão na mesma língua, à excepção dos títulos dos textos e dos conteúdos gramaticais que estão em Francês. Contém vários textos e para cada texto há cerca de 13 exercícios para explorar os conteúdos, cerca de 11páginas de exercícios para 1 página de texto. No final do manual existem várias secções: vocabulário por temas, os países da EU, as revisões, as resoluções das revisões, a gramática, as transcrições das partes orais e vocabulário por ordem alfabética. No final do manual está uma bolsa com um cd áudio.
Continuei sem vislumbrar qualquer telemóvel…
Relativamente a informações, as avaliações/classificações dos alunos: a escala usada é entre 4 e 10 valores, sendo que 4 representa insucesso na disciplina. Esta escala não é usada no ensino primário, excepto se o município assim o exigir. No final do ensino secundário os alunos são submetidos a exames a, pelo menos, 4 disciplinas, sendo o Finlandês (língua e cultura), o Inglês e o Sueco obrigatórios para todos os alunos e mais uma disciplina de carácter geral (Matemática, Filosofia, etc). Os exames são feitos pelo National Board of Examination e são iguais para todo o país. Os alunos começam o exame às 9h da manhã e não podem abandonar as instalações até as 12h; a partir desta hora os alunos podem sair da escola e os exames são tornados públicos mas só terminam efectivamente às 15h. A directora da escola e uma administrativa são as únicas pessoas que têm acesso aos envelopes selados dos exames, visto que os vão levantar aos correios e os guardam num lugar seguro. A propina para se matricularem nos exames é 28€ e pagam 27€ por cada exame em que se inscrevem. Os alunos podem submeter-se a mais do que 4 exames, no entanto, na universidade só serão questionados em relação a 4 classificações obtidas nos exames. Bem, termino mesmo a tempo de ir para o almoço… 
         



Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

Visita ao “Sámi Educational Institute” em Inari

A viagem até Inari dura cerca de 25 minutos e durante o trajeto a conversa com a Ulla fluiu naturalmente. A atenção redobrada à estrada é um imperativo dos habitantes desta zona, visto que as renas se encontram a pastar à beira da estrada, muito próximo da zona de circulação. Desta conversa saliento a forma de tratamento entre professores e alunos na Finlândia: tratam-se pelo primeiro nome e por tu. A conversa girou em torno deste tema, e foram estabelecidas as devidas comparações entre os dois países…  
No Instituto fomos recebidas pela diretora Lisa, que gentilmente nos fez uma visita pormenorizada. Neste Instituto fazem formação na área do artesanato e trabalham quase que exclusivamente com materiais provenientes das renas, animais intimamente ligados à vida dos vários povos Sami. Para além do artesanato também estão a decorrer cursos de língua e cultura Sami e há um setor de animação na área da informática que produz pequenos filmes com renas, os quais são vendidos a cadeias de televisão.
Bota Sami
Para a produção de artesanato aproveitam todas as partes das renas: as hastes para facas, incrustações em vários objetos e adornos, a pele com o pelo é usada para botas e acessórios, a pele sem pelo é usada para botas, acessórios, dos ossos também se fazem vários adornos. A madeira da zona, em especial o pinheiro, é usada para produzir objetos e o ouro e prata são trabalhados para produzir joalharia. Todos estes produtos são trabalhados de acordo com as técnicas tradicionais Sami, preservadas ao longo de centenas e centenas de anos. Visitei todos os setores incluindo o do curtume, que tem um cheiro muito forte…como diriam os nossos alunos: “ Que smell !!!!”
Colher de madeira para beber café
Após a visita passámos à pausa para o café e bolo de canela. Durante esta pausa a Lisa explicou-me como funciona este sistema e mostrou-me alguns trabalhos dos alunos, equivalentes às PAPs dos nossos alunos dos cursos profissionais. Desta visita pude concluir que nem neste tipo de ensino, o profissional/vocacional, estamos próximos: precisamos de ser mais flexíveis, ter mais horas de formação em contexto de trabalho e valorizar a vontade de fazer formações, de aumentar a carteira de competências, passando por uma desburocratização do sistema. Um exemplo simples: há alunos que conciliam a frequência dos dois tipos de ensino: o regular e o vocacional. O reconhecimento das competências dos adultos é feito através da produção de determinado produto que o adulto diz saber fazer e um suporte escrito a acompanhar, mas este suporte é feito com a ajuda dos professores. A educação para adultos é a partir dos 16 anos.

Bem, com este constatar de que “ é mais aquilo que nos separa do que aquilo que nos une” termino, deixando o meu programa para amanhã:

8h00-8h45        RAB3.7 (French, 3rd year students)
8h45-9h30        RAA2.1 (French, 2nd year students)
11h20-11h45    Lunch
12h40-13h25    Presentation of Ivalon yläasteen koulu
13h30-14h15    EN 9B (English, 9th grade)
16h00-17h30    French (evening classes)
18h00-19h30    Spanish (evening classes)

http://oph.fi/english/education


Apresentação da Ivalon Lukio

Átrio da escola
Não sou britânica mas gosto de pontualidade e portanto cheguei à escola com a devida antecedência. Não havia ninguém na entrada e por isso fiquei sentada no átrio à espera das 9h40. Alguns alunos iam chegando, tiravam os agasalhos e penduravam-nos nos cabides. Calmamente sentavam-se a conversar ou a ler. Ouviam-se risos, vozes mas não se ouviam as gargalhadas sonoras e os tons de voz elevados a que estamos habituados…é uma cultura diferente, não são menos simpáticos por isso, só são diferentes. São discretos, viam-me mas não me observavam. E os dez minutos de espera terminaram com a chegada da colega Ulla. Conduziu-me à sala de professores e apresentou-me aos colegas, de seguida ofereceu-me um café e uma fatia de bolo. Dentro da sala existe uma kitchnet onde os professores preparam o café. Todos os professores, após utilizarem as loiças colocam-nas na máquina de lavar. De repente todos os professores desapareceram da sala como se ouvissem uma campainha imaginária, era hora de regressar ao trabalho. A pausa de 10 minutos tinha terminado. Ficámos sentadas à mesa e as informações foram surgindo: o sistema de ensino, o número de horas que os professores lecionam por semana, os salários, as substituições, os níveis e classificações, a organização etc.
Após esta interessante e elucidativa conversa fomos visitar as instalações da escola: salas de aula, laboratórios, secretaria, gabinetes dos professores, as instalações da associação de estudantes, salas de informática, o refeitório. Não preciso de descrever nenhum destes espaços, pois as fotos falam por si. Um elemento sempre presente em todas as salas da escola é o lavatório, uma norma do estado Finlandês seguida em todas as escolas do país. A visita terminou no refeitório para um almoço de 25 minutos, seguido de uma reunião geral semanal de 10 minutos onde os alunos são informados sobre assunto(s) relevantes. Nesta semana, além da minha apresentação à comunidade escolar, uma professora fez uma intervenção no sentido de alertar os alunos para a aproximação do inverno e das baixas temperaturas que obrigarão a cuidados suplementares. Finda a intervenção, a reunião foi encerrada com um aplauso à professora e os alunos rapidamente se dirigiram para as suas salas de aula.
Fui convidada a visitar a turma ENA4.2, a qual era constituída por 18 alunos com idades compreendidas entre os 15 e os 16 anos. Os alunos colocaram-me questões como por exemplo: “Como se diz em Português, o meu nome é…?”, “O que acha da nossa escola?”, “ Gosta da cidade?”, O que acha do nosso sistema de ensino?” e…”Qual a sua opinião sobre a posição da Finlândia em relação à situação económica de Portugal?”…ups! Só mesmo a frontalidade de um jovem, pois um adulto não colocaria tal questão, certamente por delicadezaJ. Descansei a professora que estava deveras embaraçada e calmamente respondi à questão. Esgotadas as perguntas passei à apresentação do país, continente e ilhas através de 3 filmes promocionais. Falámos sobre alguns aspectos relacionados com os filmes e os 45m da aula chegaram ao fim. Agora ia mudar de cenário: Sámi Educational Institute em Inari (a cerca de 40km).

Sala de aula, o pormenor da higiene
Sala de aula


 

Equipamento indispensável e todas as salas



 
<>               Área de trabalho para cada prof...
Uma janela nas portas das salas de aula